Aversão à perda: conheça um dos principais erros psicológicos ao investir

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Pontos-chave: 

  • Aversão à perda é um comportamento que leva o investidor a priorizar os riscos em suas aplicações financeiras. Diante desta reação, operações lucrativas deixam de ser realizadas.
  • O estudo em finanças comportamentais traz à tona que o impacto emocional da perda é, em média, duas vezes maior que o ganho. 
  • O viés comportamental de um investidor pode levá-lo a tomar decisões pela emoção, muitas vezes contrárias ao que havia planejado.
  • O planejamento financeiro aliado às soluções automatizadas podem auxiliar o trader a encontrar uma estratégia para limitar as perdas sem comprometer seus ganhos.

Nos últimos anos, a busca por conhecimentos relacionados a finanças pessoais tem crescido exponencialmente no Brasil. O novo cenário econômico fez com que os brasileiros intensificassem a procura por modalidades de investimentos mais rentáveis, ainda que mais arriscadas. Contudo, ao contrário do que muitos pensam, o sucesso nos resultados não está associado apenas ao tipo de investimento escolhido. Na realidade, os vieses psicológicos também têm importante participação nesse processo. Pensando nisso, elaboramos esse material para que você conheça mais sobre os impactos da aversão à perda na hora de investir.

Afinal, o que é aversão à perda?

A aversão à perda nada mais é que nossa tendência de tomar decisões pautadas na perda e não no ganho. De forma objetiva, é como a maioria dos investidores reage quando está diante de uma oportunidade e, ao analisar os riscos envolvidos, prioriza o tamanho das possíveis perdas e não os potenciais ganhos, ainda que estes sejam mais atraentes. 

Um experimento realizado em 1979 pelos psicólogos e especialistas em ciências comportamentais, Daniel Kahneman e Amos Tversky, deu origem à Teoria da Perspectiva, em que foi constatado que o impacto emocional das perdas é, em média, duas vezes maior que o dos ganhos

Isso explica porque muitos investidores optam por ativos mais seguros, ainda que apresentem rentabilidade substancialmente menor que outros com maior exposição ao risco. Assim como também existem aqueles que são capazes de prolongar e suportar mais riscos na expectativa de reparar eventuais prejuízos acumulados.

Quais são os efeitos da aversão à perda nos investimentos?

Parafraseando as palavras do grande Isaac Newton, “toda ação gera uma reação”. No mercado financeiro, a forma como cada pessoa reage aos ganhos e perdas obtidos repercutirá diretamente nos seus resultados, sejam eles positivos ou não. O viés comportamental de um investidor pode levá-lo a tomar decisões irracionais, muitas vezes contrárias ao que havia planejado.

O medo de desperdiçar grandes oportunidades pode fazer com que alguns investidores façam escolhas equivocadas e que muitas vezes fogem, inclusive, do seu perfil de risco. Um bom exemplo disso são aqueles investidores ultra conservadores que decidem migrar mais de 50% do seu patrimônio para aplicações em ações. Por não estarem emocionalmente preparados para um movimento de correção do mercado, as chances de ficarem frustrados quando isso acontecer são altíssimas. E isso provavelmente custará dinheiro a eles.

Da mesma forma, há outros que insistem em permanecer com ativos em desvalorização e sem perspectivas positivas, seja por receio de mais prejuízos ou mesmo por se recusarem a aceitar possíveis erros na seleção dos ativos. Nesse momento, se não há um planejamento prévio, há grandes chances do investidor tornar-se um verdadeiro torcedor. Isso é bastante frequente entre os investidores iniciantes e também pode lhes custar caro. 

Além disso, a aversão à perda também pode limitar ganhos. Em operações de day trade, por exemplo, o investidor liquida rapidamente as posições vencedoras por medo de perder o que já foi conquistado. Ou até mesmo quando recusa ter posições mais arrojadas e se restringe a ativos com baixo risco e retornos garantidos. Em ambos os casos, os resultados acabam comprometidos. Embora não pareça, o ganho incomoda tanto quanto, ou até mais, que a própria perda. 

É possível limitar os efeitos da aversão à perda?

“Toda decisão financeira racional é formada com base na relação de risco e retorno” (Assaf Neto, 2009). Portanto, o primeiro passo para limitar os efeitos da aversão à perda consiste em racionalizar a estratégia utilizada, de modo a respeitar as particularidades de cada um e assim equilibrar os ganhos e perdas.

Em geral, escolhas são cercadas por muitas variáveis e fazem com que algumas decisões sejam tomadas de forma intuitiva. E é exatamente onde mora o perigo. O viés emocional envolvido no processo faz com que o investidor assuma riscos até então desconhecidos, de modo a comprometer o controle de sua racionalidade. 

Para evitar que isso aconteça, o uso de robôs é uma excelente alternativa e que tem se mostrado cada vez mais presente entre os investidores, principalmente às operações em day trade que se aproveitam dos intervalos intradiários do mercado financeiro para as negociações. Ao automatizar operações, você exclui o viés emocional e traz muito mais disciplina ao processo, sendo um diferencial não só nas tomadas de decisões, mas também na execução das ordens. Em cenários de maior volatilidade, por exemplo, estratégias sistematizadas tendem a apresentar resultados diferenciados exatamente por não sofrerem com as pressões emocionais impostas pelo mercado.

Não podemos esquecer da importância de identificar o nível de tolerância ao risco e saber respeitá-lo. Ter uma carteira de investimentos diversificada, com ativos que apresentem correlação negativa também ajudam a diminuir os riscos envolvidos e aumentar o retorno. Além disso, é fundamental rever periodicamente suas posições e fazer os devidos ajustes, quando necessários.

Dica Smartt

Um dos principais nomes da análise técnica no Brasil, Flávio Lemos, enfatiza que “perder pouco faz parte do processo de ganhar muito”. Seja nos negócios ou nos investimentos, é preciso autocontrole para que as marcas deixadas pelas perdas não sejam maiores que os ganhos ou lucros exponenciais. 

Se o objetivo é a negociação de ativos financeiros, assumindo uma postura cada vez mais profissional de trader, é preciso ter um rígido controle de risco e uma postura cada vez mais racional. Tenha sempre em mente que não se toma decisões importantes no calor do momento. Assim, você encontrará uma estratégia para limitar as perdas sem comprometer seus ganhos. 

Evite “oportunidades fantásticas” se não tiver tempo de avaliá-las. Às vezes elas realmente podem ser boas, mas não necessariamente para sua realidade. Utilize da tecnologia a seu favor: um robô é um excelente executor, que pode contribuir com mais agilidade e disciplina. Além disso, uma solução automatizada lhe permite o distanciamento necessário para que você não tome uma atitude no impulso. #SmarttBot: nossa tecnologia às suas ordens!

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