Futuros, swaps, termo e opções: conheça o mercado de derivativos

Sincronize seus trades com um profissional - Saiba mais

Pontos-chave: 

  • Os derivativos são contratos que derivam de outro ativo, que pode ser uma ação, moedas, juros, commodities, entre outros. 
  • Através dos derivativos, os investidores buscam proteção ou rentabilidade, dependendo da estratégia escolhida.
  • A negociação no mercado de derivativos baseia-se em contratos, com um preço predeterminado em um período futuro.
  • Os tipos de derivativos são classificados em contratos a termo, contratos futuros, opções e swaps.

Ao buscar investir no mercado financeiro, é possível escolher entre as modalidades de mercado à vista e mercado de derivativos. O primeiro estabelece uma negociação mais direta entre comprador e vendedor, em que as transações podem ser liquidadas rapidamente. Já o mercado de derivativos se estabelece a partir de contratos com datas agendadas de vencimento para as operações, e também tem mais regras de deveres e direitos entre as partes, além de outras especificidades. 

O mercado de derivativos traz oportunidades para uma atuação profissional ao trader, pois pode propiciar aumento dos rendimentos através da alavancagem, ou proteção ao capital através do hedge. A Bolsa de Valores do Brasil, a B3, demonstra forte maturidade em relação aos derivativos, permitindo que o investidor brasileiro tenha em seu portfólio segurança ao optar por estes elementos. Além disso, existem soluções automatizadas que podem garantir agilidade e assertividade nas operações com estes ativos. Continue a leitura e confira tudo que você precisa saber sobre o mercado de derivativos.

Pra começar, o que são derivativos?

Repare bem o nome: os derivativos são elementos que utilizam outro ativo como referência, deste modo, sua cotação é baseada em um instrumento financeiro já existente, podendo ser chamado de ativo-objeto. Os derivativos possuem algumas características específicas, o preço e prazo são preestabelecidos por meio de um contrato e a forma da sua liquidação pode ser física ou financeira.

A negociação de derivativos ocorre sempre entre duas partes, em que em um lado ocorre a venda do risco e o outro lado compra este mesmo risco, com a expectativa de lucro. De certa forma, é possível afirmar que o mercado de derivativos se baseia na terceirização de risco: através de derivativos, investidores de longo prazo vendem o risco de suas operações para especuladores, que agem como contraparte nos negócios, esperando obter retornos expressivos graças à alavancagem disponibilizada na negociação deste tipo de ativo. Seja em busca de mais retornos ou de proteção para suas operações, cada vez mais investidores buscam conhecer e trabalhar com o mercado de derivativos. 

Quais são os principais tipos de derivativos?

Os derivativos podem ser classificados de acordo com as particularidades de seus contratos e também alguns detalhes de suas formas de liquidação, isso é, se há a entrega física no caso de commodities (petróleo, ouro, milho, etc) ou apenas a liquidação financeira (crédito no saldo em sua conta na corretora). Cada investidor deve ter pleno entendimento de qual tipo de derivativo deve utilizar tendo em mente seus objetivos financeiros e a sua tolerância ao risco. Conheça melhor cada um deles:

Contratos a termo

O contrato a termo é considerado como o derivativo cuja estrutura é mais simples e não padronizada. Eles são transacionados no mercado de Balcão, não sendo listados em Bolsa. Esta modalidade possui a característica de um vendedor e um comprador estabelecer um compromisso a um preço fixado na data futura do vencimento do contrato. Vale ressaltar que não são feitos ajustes diários de acordo com a expectativa da valorização futura do ativo, ou seja, o valor só é debitado ou creditado na data de liquidação do contrato.

A vantagem dos contratos a termo são possibilitarem a compra ou venda de um ativo sem ter que desembolsar o valor ou realizar a entrega do ativo de imediato. Assim, é possível lucrar com as oscilações de preço que ocorrerem antes do vencimento, caso seja possível liquidar a operação antes do prazo de vencimento. Como se tratam de contratos negociados em balcão, eles não são padronizados no que diz respeito a lote, custo e prazo de vencimento, sendo portanto necessário verificar com a corretora e/ou contraparte quais são as características dos contratos a termo disponíveis para negociação.

Contratos futuros

Apesar da semelhança ao contrato a termo, a diferença principal está na padronização dos lotes e das datas de vencimento que os contratos futuros têm, além de serem listados em bolsa. Por isso eles possuem uma alta liquidez.

Neste tipo de derivativo são feitos ajustes diários de acordo com as oscilações do preço do ativo a cada dia: caso o preço suba, vendidos pagam comprados; caso o preço desça, quem está comprado paga a quem está vendido. Caso uma das partes não consiga honrar seu compromisso, a Bolsa garantirá a operação, trazendo uma maior segurança ao investidor.

Os contratos futuros são identificados por meio de códigos, cuja as referências são:

1- Ativo-objeto (formado por 3 letras)

2- Mês de vencimento (formado pela letra correspondente na tabela)

3- Ano de vencimento (ano de expiração do contrato)

Para ilustrar, temos que caso um produtor deseje proteger o preço da safra de café, poderá, por exemplo, comprar um contrato futuro de café arábica (ICF) com vencimento em julho (N) no ano de 2020 (20), então esse produtor irá comprar o contrato futuro de ICFN20.  Açúcar (ISU), boi gordo (BGI), etanol (ETN), milho (CCM), soja (SFI) e ouro (OZ1) são algumas da commodities que podem ser negociadas via contrato futuro.

Além de commodities, também é possível negociar contratos futuros de índices de ações e de moedas estrangeiras. Dentre os mais negociados estão os contratos de Ibovespa (IND) e dólar (DOL), negociados em lotes padrão de cinco contratos. Também há os contratos de mini-índice (WIN) e mini-dólar (WDO), que representam 20% dos contratos cheios e não têm lote padrão, podendo ser negociados a partir de uma unidade.

Opções

Opções são contratos de derivativos que garantem ao titular o direito mas não a obrigação de compra ou venda de um ativo por um preço previamente estabelecido. Elas se assemelham a um seguro, em que o investidor (comprador) deverá pagar um valor (prêmio) ao vendedor. Esse prêmio é o preço da opção.

Neste mercado, a opção de compra é chamada de Call e a opção de venda Put. Porém, diferente dos contratos futuros, o detentor de uma opção não possui a obrigação de exercer o seu direito, nem de compra, nem de venda. Já o lançador, aquele que vende a opção, tem a obrigação de comprar ou vender o ativo na data de vencimento pelo preço acordado no contrato.

Para compreender melhor, veja este exemplo de operação com opções em call: um trader que acredita na tendência de alta da ação da Petrobras, atualmente cotada a R$ 20,60, decide por comprar uma call PETRG29 (opção de compra de ação da Petrobras com vencimento em julho e preço de exercício (strike) de R$ 29,00).

Como a opção está fora do dinheiro (preço de exercício acima do preço atual para calls ou vice-versa para puts), ela poderá ser adquirida a um valor barato, pois são grandes as chances dela expirar sem poder ser exercida. Entretanto, se no dia do vencimento a ação da Petrobrás estiver cotada a R$31,00, o portador da opção de compra poderá exercer o direito de comprá-la a R$29,00, lucrando dois reais por ação.

Para negociar opções, os códigos seguem as instruções:

1- Ativo-objeto (formado por 4 letras)

2- Mês de vencimento de acordo com a letra correspondente, vide tabela.

3- Preço de strike (valor de exercício da opção)

Swaps

Os swaps são negociações em que ocorre a troca de rentabilidade entre dois índices. Estes contratos representam, em uma data futura, o fluxo de pagamento das partes, vendedora e compradora. Por exemplo, uma empresa exportadora que possui uma dívida atrelada à inflação e outra empresa com contratos reajustados em dólar, caso haja interesse de ambas as partes, podem trocar os seus respectivos riscos, através de uma operação de swap. O risco deste tipo de operação é a volatilidade dos seus indexadores podendo gerar resultados negativos caso esteja contra a tendência do investidor.

Assim como os contratos futuros, nos swaps há o ajuste diário, em que a ponta ganhadora paga a ponta perdedora diariamente. Porém diferentemente dos futuros, os swaps são negociados nos mercados de balcão, não sendo portanto listados em bolsa. Por isso, swaps são utilizados principalmente por grandes empresas ou investidores institucionais, não sendo muito acessíveis para o investidor pessoa física.

Como investir no mercado de derivativos?

Para o trader começar a operar no mercado de derivativos, o recomendável é preencher um formulário de perfil de investimento (suitability), que busca entender as reais necessidades e o perfil de risco do investidor. Este documento é importante, pois os contratos em questão possuem um nível de complexidade acima dos demais ativos de renda variável, por isso é necessário ter perfil de risco agressivo. Além disso é necessário a contratação de uma corretora para que sua estratégia com derivativos seja viável.

O trader deve analisar as taxas de negociação cobradas pelas corretoras, pois cada uma poderá ter preços diferentes para operar no mercado de derivativos. Caso as operações envolvam valores pequenos, a taxa de negociação poderá ser maior que o valor da operação. Por isso, é importante atenção quanto aos custos e taxas. As corretoras também são responsáveis por fazer a exigência de depósito de margem de garantia para quem opera certos tipos de derivativos, como contratos futuros, a termo e swaps.

Operadores de day trade geralmente escolhem derivativos para fazer parte de seu portfólio de ativos que serão negociados em um pregão.  A alavancagem permite que eles maximizem a chance de rentabilidade dos derivativos, mas também acaba aumentando consideravelmente os riscos das operações. Por isso são produtos financeiros utilizados por profissionais experientes e geralmente amparados por tecnologias eficazes em cravar alvos e stops ideais para cada negociação.

Os traders também podem utilizar os derivativos para se protegerem de eventuais riscos que possam impactar negativamente seu portfólio. Os chamados hedges são considerados uma proteção para a carteira. Para exemplificar, imagine que o trader possui uma posição comprada de uma empresa do Ibovespa e para evitar a oscilação forte de quedas deste ativo, ele poderá montar uma posição vendida no índice através de um contrato futuro. Deste modo, ele  faz a proteção da sua carteira, balanceando o risco do portfólio.

Dica Smartt

Por conta dos riscos presentes no mercado financeiro, é de suma importância que o investidor faça um bom planejamento e reconheça com atenção cada tipo de derivativo e as particularidades do contrato. A escolha de cada ativo para compor o portfólio reflete decisões estratégicas, principalmente em relação à tolerância ao risco.

O mercado de derivativos traz para o investidor um universo de possibilidades, entre eles gerar rentabilidade e proteger seu capital. A diversificação da carteira pode trazer equilíbrio entre ganhos e perdas, contribuindo para um portfólio de sucesso no longo prazo. 
Se você optar por operar derivativos, considere que a volatilidade será sempre a acompanhante de seus trades. O uso de robôs para delimitar stops vai lhe propiciar mais segurança em evitar prejuízos, além de automatizar a entrada e saída de operações. Desta forma, fica muito mais fácil obter lucros e aproveitar as oportunidades do mercado de derivativos. #SmarttBot: nossa tecnologia às suas ordens!

imagem: automatize seus trades com nossa plataforma - mascote botinho smarttbot e imagens de candles em um balão de fala