Long & short: aprenda o que é e saiba como operar essa estratégia de investimentos

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Pontos-chave: 

  • Long & Short é uma estratégia não direcional em que o investidor consegue fazer uma combinação de operações compradas (long) e vendidas (short) simultaneamente.
  • A operação tende capturar e se beneficiar tanto dos movimentos de alta quanto de baixa do mercado.
  • É fundamental que os pares de ativos escolhidos tenham um alto índice de correlação entre si.
  • O long & short é capaz de proteger o investidor de um possível risco sistêmico.

A recente mudança no perfil do investidor brasileiro tem feito com que a procura por estratégias no mercado de renda variável aumente cada vez mais. Aos investidores existe um leque de estratégias, em que é possível escolher qual melhor atende às suas necessidades. 

Dentre os diversos tipos de estratégias, normalmente o long & short está entre as mais procuradas, reflexo de algumas particularidades que aumentam sua atratividade, como por exemplo, acumular ganhos em momentos de incertezas do mercado usando um volume financeiro irrisório. Continue a leitura e conheça mais sobre essa estratégia que tanto atrai a atenção dos vários perfis de investidores brasileiros.

Afinal, o que é Long & Short?

O Long & Short é um tipo de estratégia não direcional em que o investidor consegue fazer uma combinação de operações compradas (long) e vendidas (short) simultaneamente. Nesse caso, o principal objetivo é conseguir lucrar com as distorções do mercado, por este motivo o Long & Short é considerada uma operação de arbitragem

Na prática, o investidor ou trader vende um ativo, mesmo sem possuí-lo, e com o recurso captado compra outro ativo com potencial de valorização. Isso que faz com que o Long & Short seja considerada uma operação neutra, que tende a capturar e se beneficiar tanto dos movimentos de alta quanto de baixa do mercado. Vale ressaltar que o long & short permite alavancagem financeira, uma vez que é lastreada com margens de garantia. 

Como funciona o Long & Short?

Assim como qualquer estratégia exige uma análise prévia, com o long & short não é diferente. Para ser uma operação bem arquitetada, é fundamental que o investidor escolha pares de ativos com um alto índice de correlação entre si.

Além disso, para realizar um long & short é preciso seguir três processos básicos, que são:

  • Aluguel da ação: durante o planejamento da operação é extremamente necessário verificar previamente se os ativos escolhidos estão disponíveis, assim como reservar o capital para locação e garantia de custo.
  • Venda da ação: uma vez concluído o aluguel do ativo, é chegada a hora de vendê-lo (a descoberto) a um valor que não comprometa a lucratividade da operação.
  • Compra de outra ação: esse é o momento em que o investidor ou trader tem a missão de selecionar um ativo com alto potencial de valorização no curto prazo (long position), utilizando critérios baseados seja em análise técnica ou em análise fundamentalista.

Feito isso, o próximo passo é ficar em constante acompanhamento de como as posições estão se comportando no mercado, de modo a identificar o melhor momento para encerrar a operação e assim garantir o lucro. Neste caso, se o ativo comprado valorizar, o retorno na operação será positivo, assim como se o ativo vendido desvalorizar. Agora, se a posição comprada valorizar e a vendida desvalorizar ao mesmo tempo, a margem de lucro será ainda mais interessante, sendo este, portanto, o cenário ideal.

Quais os tipos de Long & Short?

Dentre os tipos de operações long & short, as mais comuns no Brasil são:

  • Ações ON versus PN: entre as possibilidades, operar entre ações preferencial e ordinária, esta é a mais comum e com menor risco quando comparada às demais. Como utiliza de ações de uma mesma empresa, a correlação entre os ativos acaba sendo alta o que reflete também na lucratividade da operação, que tende a ser menor. Um dos exemplos está na operação de PETR3 x PETR4.
  • Controlada versus controladora: tipo de arbitragem feito com ações de empresas de capital aberto controladas por outras empresas que também possuem capital aberto listadas na bolsa (controladoras). Isso faz que com os resultados e movimentos dos ativos sejam muito parecidos. Um case é de operações entre os ativos do Itaú ITSA4 x ITUB4.
  • Intersetorial: menos utilizadas que as demais, refere-se às operações de compra ou venda em setores diferentes. Um bom exemplo seria uma operação de LAME4 x USIM5.
  • Intrassetorial: refere-se às operações entre papéis de empresas do mesmo setor. Nesse caso, um bom exemplo é a operação de ITUB4 x BBDC4.

Qual o melhor momento para utilizar Long & Short?

Pode-se dizer que esse tipo de operação é sempre bem-vinda. Isso porque quando estruturadas corretamente, podem, eventualmente, proteger o investidor de um possível risco sistêmico. No caso de um crash do mercado, como vivenciado no início deste ano com a chegada do novo coronavírus, as posições vendidas se beneficiam e acabam reduzindo o risco de perda. Naturalmente, são operações que tendem a se sobressair em cenários de maior volatilidade, em que as distorções acabam sendo mais acentuadas.

Quanto aos riscos no Long & Short, é possível evitá-los?

Assim como outros tipos de operações no mercado de renda variável, o long & short  também possui riscos, por isso é destinado a investidores mais arrojados e experientes. Como esse é um tipo de estratégia montada, posições baseadas em expectativas, equívocos e falhas são completamente possíveis. Além disso, é importante ficar atento aos custos envolvidos, uma vez que também podem comprometer o lucro se não calculados corretamente. Além disso, há sempre o risco da operação “sair pela culatra”: a posição vendida subir e a posição comprada cair, pior cenário possível para quem utiliza esse tipo de estratégia.

Dica Smartt

O long & short é, sem dúvidas, uma das estratégias mais conhecidas no mercado de renda variável, em especial por apresentar um risco menor quando comparadas a outras operações na bolsa de valores. Através desse tipo de operação é possível lucrar sem depender da tendência principal do mercado, o que acaba sendo uma grande vantagem ao investidor. Contudo, também exige bastante equilíbrio e controle emocional dos investidores, sobretudo por acontecerem operações simultâneas. 

Sendo assim, automatizar esse tipo de estratégia é uma excelente alternativa para torná-la ainda mais eficaz e assertiva. O uso da tecnologia tem sido cada vez mais frequente, em especial por trazer mais agilidade, precisão e segurança aos processos, o que naturalmente contribui na obtenção de lucros. #SmarttBot: nossa tecnologia às suas ordens!

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